quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

PRA SEMPRE

O ser humano sempre é especial para alguém. A companhia, o conforto de ter amigos, familiares e amores é inexplicável, e faz tão bem. Bem para o coração, para a mente, bem para a vida. Por isso nós precisamos do outro. Nos apegamos, sentimos confiança, vivemos bons momentos juntos e de repente tudo acaba. O outro nos deixa. Perder alguém é uma das partes mais dolorosa da vida. Quem sabe como é, entende. Não dói só porque a gente lembra muito mais os momentos, as qualidades, o jeito de ser do outro, mas também, porque não há remédio que cure, preencha o vazio. O tempo ameniza, mas não tira do coração. Cada ser é único. Ninguém ocupa o lugar do outro. A morte dói porque faz a gente sentir saudade e também porque ela é um mistério. Não se sabe até quando vamos ter a companhia do outro. E, para onde vão? Existe céu, inferno? Por que as pessoas precisam partir? Não saber, não entender, nos causa mais desconforto, inconformação, insegurança. A gente costuma pensar coisas boas para ajudar o tempo a amenizar essa falta do outro. Perder alguém dói, mas não existe nada pior que morrer em vida. Tem gente que desanima, deixa de sorrir e de amar. Gente que afunda a própria vida porque não valoriza oportunidades. Drogados começam a morrer em vida. Prisioneiros de uma cama morrem em vida porque a invalidez corroe o ser humano aos poucos. Mas, existem mortes que podemos evitar. A gente mata o outro quando trata com diferença. Tá cheio de rico por aí esnobando as outras classes. A gente mata o pobre em vida. Empina o nariz, olha de cima embaixo e ignora. Mata homossexual assim como mata aidéticos. O preconceito mata mais que veneno. Esse tipo de morte a gente pode evitar. É que quando a gente mata, morre junto.